terça-feira, 28 de junho de 2011

Convocatória de Arte Postal
Tema: “Laços de Amizade ... em todas as línguas”
Tamanho: Cartão 10 cm X 15 cm
Técnica: Pintura, Desenho,Fotografia,Colagem (uma obra por categoria)
Data limite: 31 de Agosto de 2011
·         As obras devem conter no verso  NOME, MORADA,NACIONALIDADE,E-MAIL.
·         Sem juri.
·         As obras não serão devolvidas.
·         Não serão expostas as obras com conteúdo ofensivo, violento, racista,
  discriminatório, erótico / pornográfico.
·         As obras serão publicadas no blog:     http://apartisartepostal.blogspot.com
·         Exposição (data a anunciar).
·         Os trabalhos devem ser enviados para:  
APARTIS
A/C   Pais Garcia
Rua Capitão Roby, 52 – 2º Esq.
1900-113 Lisboa        PORTUGAL

Mostra di "Mail art": Esserci senza esserci 4

"Apresentamos sem estar presente (IV edição)"

PORTUGUÊS:
No ano 2011 será realizada
"VII Reunião Anual de Artistas Contemporâneos"
na cidade de Pontedera (Pisa - Itália)

Por isso vem proximo
um evento paralelo (dedicado ao "Mail Art")
Exposição de MAIL ART - 2011 – “ESSERCI SENZA ESSERCI 4”
"Apresentamos sem estar presente (quarta edição)"
com curadoria de Enzo Correnti.


REGULAMENTO:

1) Faça uma "arte postal"com um tema libre
2) Na parte de tras, escrever o seu nome, data e título do trabalho
3) A sua participação neste evento é gratuita
4) Você pode enviar uma ou mais obras, enviando-os para o seguinte endereço:
Enzo Correnti
Via Garella, 43
59100 Prato
(ITALIA)
5) Os trabalhos não serão devueltos
6) Para mais informações:
e_mail: enzo.correnti@libero.it

A exposição fará parte do evento:
La FuGa NoN è Mai oRDiNaTa (“O vôo fora de orden”)
VII iNCoNTRo aRTiSTi CoNTeMPoRaNei
CaRRoZZeRia RiZieRi
Via PiSaNa, 19
PoNTeDeRa (PiSa) - iTaLia

SERÃO EXPOSTOS TRABALHOS ARTÍSTICOS CHEGADOS ANTES 18 DE SETEMBRO DE 2011

SERÃO EXCLUÍDOS O "ARTE POSTAL” PORNOGRÁFICO, RACISTA, NAZISTA, ETC

Nome: Tim Torkildson Tim Torkildson
Homepage: Homepage: http://www.tefllife.com http://www.tefllife.com
E-Mail: E-Mail: applications@tefllife.com applications@tefllife.com
Referred By: Indicado por: Just Surfed In Em apenas Surfed
City/Country: Cidade / País: Thailand Tailândia
Comments: Comentários:
TEFL International, a non-profit organization, issues their Third Annual Mail Art Call. TEFL International, uma organização sem fins lucrativos, seus problemas de Chamada Art Third Annual Mail.
All media welcomed. Todos os meios de bem-vindas. No restrictions on size, length, or quantity. Sem restrições de tamanho, comprimento, ou quantidade.
Theme: Wanderlust. Tema: Wanderlust.
Deadline for submissions: January 1, 2012. Prazo para inscrições: 01 de janeiro de 2012.
All submissions become the property of TEFL International, and will be displayed at company headquarters in Ban Phe, Thailand, and exhibited on our Facebook site, fully accredited. Todas as submissões tornam-se propriedade da TEFL International, e será exibido na sede da empresa em Ban Phe, Tailândia e exibido em nosso site Facebook, plenamente credenciado.
Send submissions to: Enviar material para:
Mr. Tim Torkildson Mr. Tim Torkildson
107/22 Moo 2 107/22 Moo 2
Phe Muang Phe Muang
Rayong 21160 Thailand Rayong Tailândia 21160

(((FLUXUS CONVITE / ART ANTI-MAIL ART /,,,

http://fluxusanti-artmailart.blogspot.com/ http://fluxusanti-artmailart.blogspot.com/

((( , (((,

THEME : Fluxus / Anti-Art /// TEMA: Fluxus / Anti-Art / / /
Deadline : March 30th, 2012. Prazo: 30 de março de 2012.
Free technique and size. Técnica livre e tamanho. No fees. Sem taxas. No jury. Nenhum júri.
No return. Sem retorno. Exhibition in 2012. Exposição em 2012.
Catalog on line. Catálogo em linha.
All works must be sent by post. Todos os trabalhos devem ser enviados pelo correio.

Send to : Enviar para:
Thierry Tillier Thierry Tillier
26 /021 , rue de Marcinelle 26 / 021, rue de Marcinelle
6000 Charleroi 6000 Charleroi
Belgium. Bélgica.

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RUE DE LA CONVENÇÃO 
 59650
VILLE NEUVE DASCQ FRANÇA

quarta-feira, 15 de junho de 2011

NOVO PROJETO DA CONFRARIA 3 ANOS

ARTE CORREIO - MAIL ART
Confraria da Arte postal – Selus
Comemorativa ao 3º ano de  fundação do grupo

TEMA – Faça uma “ilustração”- livre interpretação - de dois mini contos, de autoria de confrades, que sugerimos nas folhas de 1 até  5.
TÉCNICA: desenho, pintura, colagem, arte digital, gravura e etc.
FORMATO – dimensão A4
  Importante  -Inclua o número dos mini contos escolhidos, seus dados pessoais, endereço completo Email e etc., na parte de trás do trabalho.

DATA LIMITE –  Até  30 de Outubro de 2011

SEM DEVOLUÇÃO - SEM JURI - DOCUMENTAÇÃO A TODOS.
MANDAR OS TRABALHOS PARA :        Maria Darmeli Araujo
                                                                        Rua Moysés Antunes da Cunha, 55  apto 504
                                                                        CEP 90650-190
                                                                        Porto Alegre - RGS
                                                                         BRASIL


EXPOSIÇÃO -  Em lugar a combinar , possivelmente no mês de Novembro.

            Alguma dúvida faça contato com os  Email :

            POR FAVOR, CONVIDE OUTRAS PESSOAS.   OBRIGADA!

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Lista de Mini Contos

Maria da Glória de Jesus Oliveira   

1-Cantarolando
                        Cantiga de ninar, ranger do berço ao ser balançado e ruído das agulhas de tricô eram os únicos sons. Crianças entravam, iam ao berço e saiam com olhar triste, mudas, sem entender. As mulheres tinham os olhos vermelhos. Cochichavam, sacudiam a cabeça, sem ousar levantar a voz. A mãe sorria, olhos demenciados, preparando o agasalho que não iria aquecer o bebê. 
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     Jacira Fagundes

2-  Pés pelas mãos
Ao acordar deu-se conta de que o médico fora o antigo desafeto. Na cirurgia reparadora, aquele lhe trocara os pés pelas mãos. Literalmente. 

 3-    Jogo de damas
– É minha vez.
– Não. A vez é minha.
– Combinado. É sua a vez.
– Vá em frente. Me coma.

4-  Os três porquinhos

O 1º porquinho disse:
– O lobo assoprou minha casinha. Vou morar com meu irmãozinho.
O 2º porquinho falou:
– O lobo derrubou nossa casinha. Vamos morar com nosso irmãozinho.
O 3º porquinho não disse nada. Cerrou portas e janelas e se fingiu de morto.

5-  Damas na praça
Ao cair da noite, a praça é inteirinha delas.
Depois dos tabuleiros, no mais lascivo e intrincado jogo de damas.

6- Promessas
Tomou um tiro no peito quando ia começar o discurso de posse.
Eram tantas as promessas que ele pagou com a vida a falta de crédito.

7-  Última vontade
Por muito tempo o velho permanecera na cama, mais morto do que vivo.
Por vezes voltava-lhe a consciência e ele chamava os filhos para a despedida. Era um ritual penoso para todos. Depois o mal dava uma trégua e o tempo seguia igual.
Desta feita um novo apelo do moribundo – abria os olhos, fixava os filhos um a um e fazia um pedido: um prato de sopa de legumes; queria sentir o prazer da comida ainda uma vez.
Três colheradas; e a cabeça lhe tombou inerte. Por precaução, os filhos haviam adicionado arsênico na última vontade do velho.

8-   Moradores de rua
Virando a esquina há um maltrapilho e suas tralhas ocupando espaço na calçada. Os que transitam por ali já o quiseram expulsar da rua, mas ele os convence e vai ficando, com o argumento de que a rua não tem dono. Outro dia surpreendeu um vagabundo dormindo no local. Bateu feio no sujeito, ameaçou-o com uma faca e expulsou-o. Com atrevimento de proprietário.

9-  Tema escolar
O tema escolar pedia pesquisa sobre efeitos do álcool no organismo. Junto ao texto a indicação de bibliografia consultada. Ela abdicou de todas as fontes. Tinha em casa o modelo vivo – sua mãe.

10-  Bela adormecida
Tinha fissura pela Bela adormecida. Bela privava de tudo na casa; a única proibição era o sofá novo. Porém a gata não entendia e ficava de olho espichado para o sofá emitindo miados longos por horas a fio. O sonífero no leite era só para evitar a ressonância.

11- Despropósito

Gostava de correr o mundo com ele no seu encalço. Sentia-se protegida.
Quando, na última prova, ele a ultrapassou, ela abandonou o atletismo.

12-   O nome
   Queria um nome de santa para a filha recém-nascida.
– Maria Imaculada – sugeriu a parteira.
   A mulher hesitou.
– E se a coitadinha vir a ser puta como eu?

13-   A espera
Esperou que o noivo chegasse. Esperou que ele a abraçasse, que a cobrisse de carícias. Esperou que a despisse. Cansada da espera, encolheu-se na cama. E dormiu solitária como fazia há longos vinte anos.
14 -  O plano
Encontrara uma saída. Sempre que o padrasto a assediava, a menina corria para o terraço e se acavalava no muro. Há seis meses fizera a descoberta – o velho tinha síndrome de altura. Seria apenas uma questão de paciência.

15-   Bullying
Força e valentia.
Apreciava mandar e fez-se obedecer. Pegou sem pedir. Destruiu quanto quis. Bateu.
Quando o último dos garotos não resistiu ao massacre, usou da fuga como qualquer covarde.

16-  Fatalidade

Perseguiu a juventude como quem, diligente, professa crença religiosa. Perseverou nos ritos e ofereceu o corpo em consagração.
Não fez conta do tempo: descobriu-o inclemente, já tarde demais para reparos.

17-  Arrependimento
Chegou teu dia – falou-lhe a morte.
Acordou suando e tremendo. Gritou pela enfermagem. Que expulsassem dali a bruxa.
Acreditando no alto teor dos sedativos, mesmo assim, a enfermeira enxotou a coisa ruim.
Daí que ele segue vivendo. Ou é a máquina que vive nele?
Às vezes consegue emitir sons entendíveis – fala que até hoje se arrepende.

18-    Santo de casa
Os vizinhos comentavam o quanto sua mãe era uma santa para carregar o marido violento e beberrão.
Quando o pai passou a abusar dela, esperou em vão por uma atitude daquela santa.
Matou os dois enquanto dormiam na cama ao lado. Sempre soube que santo de casa não faz milagre.

19-   Cremação

Querer me trancar na cadeia por que motivo seu delegado? Era vontade dela, não fiz nada por meu querer, não. Que tava bêbado, isso não nego. É minha sina a bebida; fazer o quê? Tava gastinha, só pelanca, dor por todo corpo, de dar pena a coitada. Deu pra invocar a morte, mas queria ser cremada, um desejo antigo, sonho mais louco. E eu desocupado, me enchendo de cachaça, dia e noite. E ela ali, a pobre. Foi um descuido bobo, seu delegado. Sou doido de tocar fogo no barraco por gosto? Quando cortam a luz é vela por todo canto, tava bêbado, lhe falei, tropecei numa delas e a maldita não apagou. Acordei com o fogo e deixei ela lá, não era o que a pobrezinha pedia? Vontade de mãe, obrigação de filho; e o doutor delegado ainda me ameaça com cadeia, pô.

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Maria Darmeli Araujo

20 -  O Fim

Ela balança indolente na ponta do fio e lança-se sobre a parede. Teceu os fios com habilidade e persistência.
Rosácea de linhas brilhantes.
Veio a tempestade.....só restou um solitário fio.

21 -  A janela

Sentada ao lado da janela do ônibus- fitou o homem que lhe sorria- do lado de fora- na janela que corria para o mesmo lado.   Inútil pensar, mas por três vezes repetiu - se a cena – no jogo louco do trânsito.   Lá ficou o homem no passado....

22 -   Luzes da Noite

            A luz corria pela rua...
            A sirene ecoava pela noite negra...
No alto do poste, a sinaleira brincava  de acende...apaga...acende...apaga.. acende... apaga
Foi quando, no céu profundo, o pisca-pisca que corria lentamente indicava que alguém ia chegar.


23 -  Solidão

            Relógios paralisados  evocavam as horas passadas. O tempo parecia petrificado  envolvido pelo silêncio.
Apenas o pingar gotejante da torneira...

24 -   Outros Pés

            Segredo guardado a sete chaves:
            Ela não o amava.
Ele também não a amava.
Mas viviam tão bem juntos!!!
Mas  uma coisa é certa: Seus pés encontram outros diferentes para se aquecer.


25 - Encolhida, com os braços cruzados sobre o peito, mais parecia um folha solta no vento do inverno. Os olhos eram duas névoas escuras e a boca se contraia num espasmo.
Estava assim porque era velha, estava triste ou estava apenas com frio?   Tudo junto...


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Elia Weschenfelder


26 - . O seu prato favorito era purê de batata, talvez porque a textura se parecia imensamente à massa de cimento para construção.
Pois tanto uma como a outra, precisavam de um movimento rápido e enérgico, para se desprender da colher.
Uma pessoa admirável aquele engenheiro, até hoje lembro com ternura a cena, cada vez que me deparo frente a um prato fumegante de purê de batatas.
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Jeanete Ecker Kohler

27 –            Seios gelados
                       de uma triste mulher
                       na cama conjugal
                      sem pronomes nem verbos

28 –       Dei uma esmola e passei o sinal
                ele  desenhava na calçada.
               Ao voltar vi, no chão, meu rosto de giz.

29 –     A velha do tronco
 Enquanto caminho, todas as manhãs, uma visão predatória,
torna-se   minha carcereira do  dia: a velha do tronco.
Tento mudar de caminho e sigo igual o que nos aproxima.
 Lá está ela sentada naquele tronco de árvore, acomoda seu corpo, num  espaço
 pequeno e sujo. O vento, em volta, sopra e espalha minha
oposição  a sua vida e ela se remexe assustada.
 Apresso o passo e o resto de meus pensamentos circulam entre nós duas, deformados
pelo meu lado mais escuro e, desmanchados, ficam atrás de mim escurecendo a rua.

30 – Caminho sem qualquer matiz: canalha, molhada no temporal

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Neida  Calliari

31 – Eu disse sim, a minha imagem no espelho discordou.
Então eu desmaiei de susto.
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  Camille Canceri  Lumertz – ( 6 anos- neta de  Maria Luiza Cangeri )  
Pituquito conhecendo o mundo

32 –Um dia um passarinho que se chamava Pituquito saiu de sua confortável e linda gaiola e foi conhecer o bosque que existia perto de sua casa.
Voou, caminhou e viu muitas flores, borboletas e outros bichinhos.
Ele encontrou tucanos, araras, papagaios e muitos outros passarinhos e fez novas amizades. Achou um lindo pinheiro e fez sua casinha de folhas e galinhos.
O João de Barro também estava fazendo sua casinha com barro.
Pituquito ficou encantado de ver a rapidez que ele construía. Os dois ficaram grandes amigos.
Voaram para procurar comida e levar para suas casas.
Pituquito ficou morando no bosque curtindo a beleza da natureza junto com seus novos amigos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

projeto cartopoema


Prezados, respeitados, saudosos, artistas, outros, amados, amigos, des-conhecidos:

Faz alguns anos eu pratiquei um projeto artístico chamado " Projeto Cartopoema A Topografia do Poema através das Cartas" . Alguns de vocês podem ter recebido alguma carta diferente e muito particular enviada por mim, inclusa neste projeto. Como é de praxe da Arte-correio, ou Mail-arte (corrente que é uma das que perpassa esse trabalho), as correspondências artísticas são, em algum momento, re-unidas e expostas numa mostra coletiva. Fico feliz em dizer que este momento está chegando naturalmente. Fui convidada para uma mostra de trabalhos que prepassam o espaço sonoro, provindo de textos e outros caminhos, organizada por Raquel Stolf, minha ex-orientadora nas Artes -visuais, professora da UDESC e Doutora pela UFRGS. O tema será "o Espaço Sonoro" .Aparentemente as cartas não são "sonoras", porém existe uma faixa gravada por mim, que incluí um CD no meu TCC e Artes Visuais, em 2006,que estará na mostra, que fala destas cartas e de outras tantas, algumas apenas idealizadas. Creio que o vínculo entre a faixa e as cartas vai se mostrar propício e é aí que vocês entram. Neste ponto convoco vocês. Peço a todos que possuam um exemplar destes, que entre em contato comigo, para arranjarmos uma maneira de disponibilizar estas cartas para a mostra. Eu me comprometo em arcar com prossíveis despesas de correio e em devolver a carta de vocês!

A mostra será de 15 à 17 de junho.

Espero resposta!
Agradeço antes!

bjs
Flora